Um, dois, três indiozinhos, quatro, cinco, seis indiozinhos, sete, oito, nove indiozinhos..
Nossa, há muito tempo que não estudava matemática!! Na minha era escolar, eu pensava que quando acabasse a escola jamais eu a veria novamente. Bem, isso foi verdade em alguns anos. Quase dez anos sem vê-la, pois não é que a danada voltou! Tentei fugir, ir embora, só pra não te ver... Ainda me lembro da ideia genial da minha mãe em me matricular na Olimpíada de Matemática (rsrsrrs). Doce ilusão! Ela achava que eu seria a gênia da família(ah se fosse!). Eu, na época, queria fazer a Olimpíada de Biologia, só Deus sabe o porquê. Nem um e nem a outra me fascinavam tanto como as letras e as línguas. Enfim, para não contrariar a mame, eu fui em pleno sábado de manhã. Na verdade, a maioria dos alunos era meninos, e todos feras dos números. Eu não tinha a menor chance!! Competir com eles era um sacrilégio. Eu seria massacrada em alguns segundos, como um animal em extinção. Mesmo assim, eu fiz a primeira prova e passei. Pense numa surpresa boa! Entretanto, veio a péssima notícia em seguida. A segunda prova seria mais difícil e escrita, com espaço para cálculos etc e tal. Cuma? Entrei em pânico.Já que a primeira prova era fácil e de escolha, o que eu não sabia, eu chutava. Fui no desespero. Não lembro quantas questões eu fiz, mas sabia que tinha sido um desastre. Ia manchar o nome do grupo de estudos e da escola. Uma vergonha nacional! Para meu consolo, um outro colega tinha saído pior que a minha persona. Daí eu arranjei uma desculpa qualquer e saí do grupo para não mais voltar. Hoje, todo concurso que eu penso em fazer lá está ela me mirando e dizendo: "Saí dessa que eu quero ver!", "E agora Mulher, tu tá lascada!" Pois, a Senhora Matemática saiba que você não me assusta mais. Tu não és o bicho-papão que me afirmavam. Levanto a cabeça, te encaro de frente, e se duvidar te dou a volta fácil. Se penso, logo existo, dizia Descartes. Ora bolas, eu sou um ser pensante, inteligente (modéstia parte), sei ler e interpretar. O raciocínio lógico nada mais é que leitura e interpretação dos dados para a resolução dos problemas. Se algum professor tivesse me ensinado isso antes, talvez eu teria me transformado em uma Engenheira, uma Economista, uma Analista de Sistemas etc.. Tantos "ses" aparecem agora. É impossível voltar atrás ou parar o tempo e consertar os cálculos, mas há a possibilidade de continuar e fazer tudo diferente. Acredito que muitas pessoas também tremem da cabeça aos pés quando sabem o dia da prova dela, ficam noites sem dormir apavoradas com a nota ou pior só estudam na véspera da prova. Caro ou cara amiga não façam isto!! Estão cavando a própria cova! Superem este medo, e estudem pra valer. Um dia, ela não será párea pra nenhum de vocês! Palavra de quem a surpreendeu.
No sábado passado (21/06), no auditório da Academia Cearense de Letras, vivenciei um dos dias mais marcantes da minha trajetória intelectual. Cercado por acadêmicos, escritores, poetas e artistas, tomei posse para ocupar uma das prestigiosas cadeiras da ALAF que, desde sua criação, congrega pensadores e criadores com o objetivo de fomentar a cultura cearense e brasileira . A cerimônia seguiu o protocolo tradicional: leitura dos currículos, assinatura do respectivo termo de posse e a entrega do diploma e medalha simbólica e o juramento que representam o compromisso com as letras e as artes. A ALAF possui um passado repleto de conquistas culturais, que incluem antologias poéticas e trocas com outras organizações literárias. Durante a cerimônia, houve momentos poéticos, homenagens e discursos curtos que destacaram a importância da academia na promoção da cultura local. Além da apresentação musical e do lançamento de uma antologia coordenada pela equipe: Primeira Antologia da Delega...
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