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Constelação familiar: processo sistêmico de cura.

Há pouco tempo, em uma Live sobre relações familiares da Ariana Schlösser, ouvi ese termo pela primeira vez, e me chamou muita atenção o que era, como surgiu e como acontecia. Fui investigar, ler e até me despertar para fazer uma sessão, mas trago para vocês uma explicação sobre o tema. É uma prática considerada terapêutica que tenta resolver conflitos das famílias entre gerações. Há dramatização de situações que pode ser feita em grupo ou individualmente. Nas sessões são revividas cenas que envolveu sentimentos e sensações que o constelado sente sobre seus familiares. Em grupo, os participantes vivem as cenas. Nas sessões individuais, podem ser usados esculturas dos bonecos ou outros elementos para representar um membro. A técnica foi criada pelo pesquisador alemão Bert Hellinger (1925-2019) e denominava a constelação como método empírico, baseado na vivência e observação do próprio pesquisador.
Como lida com questões emocionais, após a sessão precisa ser acompanhado e trabalhado como também uma prática complementar à psicoterapia, e até o SUS autorizou a prática. Alguns dos assuntos abordados são conflitos com pais e filhos, problemas no ambiente de trabalho, relacionamentos tóxicos entre outros. De acordo com Hellinger, os descedentes repetem de modo inconsciente o destino ou ações dos antepassados e isso afeta as próximas gerações. No momento do processo de cura, o constelador pronuncia diversas frases que ajudam a resignificar a dor. Enfim, a pessoa decide se libertar ou não com a mudança de comportamento. É importante mencionar que a constelação se baseia em 3 conceitos ou leis do amor e caso descumpra essas leis gera desequilíbrio, dores e muitos conflitos, são elas: Lei do pertencimento ( todos pertencem a um sistema familiar) quando se exclui um membro é perigoso que outro o ocupe. Todos precisam ocupar um lugar bo sistema e no coração; Lei da Ordem ou da Hierarquia ( reconhecer a ordem do pai, mãe, independente se é vivo ou morto, presente ou adotado). Devemos incluir novos casamentos ( padrasto, madrasta) e a ordem de nascimento dos filhos; Lei do Equilíbrio ( todos os membros pertencentes necessitam se sentir em equilíbrio para que a relação flua em harmonia, por exemplo os pais sempre são "maiores" que os filhos. Não cabe julgamentos e nem críticas dos filhos em relação aos pais, e sim tomar a vida e aceitá-los como são e fazer algo bom com a vida que recebeu, uma desobediência honrosa, conforme Hellinger. O nosso blog entrevistou a psicóloga e terapeuta sistêmica, Célia Costa Gonçalves.
Ela escolheu acolher crianças e adolescentes e mulheres adultas. O trabalho dela é voltado para o feminino, principalmente, sob a ótica de um olhar para a "criança" interior ferida desse adulto. A proposta dela é trabalhar com grupos que perpassa a necessidade de elevar os espaços, transbordando para além da psicoterapia e ampliando, os caminhos da "adultez", nos quais há encontros de várias consciências, interações, falas, discussões e muito aprendizado. Na região do cariri, é muito famosa e as palestras e cursos dela se deram a uma grande necessidade de expansão e crescimento no autoconhecimento.

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