No ano de 2015, fui transferida para duas escolas excelentes. Cada período é em uma. Logo no começo, na aula de português, o capítulo um do livro trazia a história das contações de estórias. Como falar de um assunto desses sem ser tão monótona?? Pedi então autorização para a minha Coordenadora Pedagógica , a Roberta para fazer uma roda de contação de estória, utilizando os contos do livro. Entretanto, eu tinha que ir fantasiada. Ela me emprestou um avental todo colorido , e a minha intenção era parecer um personagem de algum livro. Todos os meus colegas professores me ajudaram na caracterização. Na verdade, foi muito engraçado. Todos riam e cochichavam nos corredores.
Ao chegar na sala de aula, os alunos levaram um susto bem agradável. Começaram a rir de mim, é lógico!! Paguei o maior mico. O pior que eles disseram que eu parecia a Chiquinha do Chaves. Depois, comentaram que eles não estavam no ensino infantil e já eram pré-adolescentes- ah tá, no sexto ano. Engana-me que gosto!! Quando solicitei a todos e a todas que sentassem no chão e fizessem um círculo, na mesma hora , todos viraram crianças novamente. Com olhinhos atentos e boquiabertos, prestaram atenção na estória e riram muito. Ao terminar, perguntei a moral da história e o que eles entenderam. Muitos levantaram a mão, e participaram dando a sua opinião.
Conclui que assim era bem melhor do que a leitura do texto na forma tradicional. Foi um estímulo a leitura e a uma aula diferente. Temos que inovar sempre para nossas aulas não caiam na rotina! Sei que é difícil, e muitas vezes, não temos recursos. Mas, podemos usar a criatividade. Desse dia em diante, tudo que proponho em sala, eles aceitam. Os alunos passam a confiar mais em você. É um elo muito forte: de confiança e de respeito. Inclusive de admiração pela tamanha ousadia. Não me arrependi e se fosse para fazer de novo, eu faria.
Essa é a dica que tenho para dar aos meus colegas de profissão. Mirem-se na professora maluquinha de Ziraldo. Certas vezes, não há lógica para se aprender!!
No sábado passado (21/06), no auditório da Academia Cearense de Letras, vivenciei um dos dias mais marcantes da minha trajetória intelectual. Cercado por acadêmicos, escritores, poetas e artistas, tomei posse para ocupar uma das prestigiosas cadeiras da ALAF que, desde sua criação, congrega pensadores e criadores com o objetivo de fomentar a cultura cearense e brasileira . A cerimônia seguiu o protocolo tradicional: leitura dos currículos, assinatura do respectivo termo de posse e a entrega do diploma e medalha simbólica e o juramento que representam o compromisso com as letras e as artes. A ALAF possui um passado repleto de conquistas culturais, que incluem antologias poéticas e trocas com outras organizações literárias. Durante a cerimônia, houve momentos poéticos, homenagens e discursos curtos que destacaram a importância da academia na promoção da cultura local. Além da apresentação musical e do lançamento de uma antologia coordenada pela equipe: Primeira Antologia da Delega...


Gostei professora, pbs!
ResponderExcluirObrigada!
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